terça-feira, 3 de maio de 2016

SER O MELHOR DE NÓS MESMOS


Quando comecei a me exercitar em casa, policiar minha alimentação, diminuir as besteiras, ouvi milhares de comentários, mas o principal foi:

- Pra que isso? Você é magra.

E nem sempre as pessoas compreendem que ser magro não é sinônimo de ser saudável. Do mesmo jeito que ser gordo não é sinônimo de ser doente. Comecei a praticar esportes aos 6, 7 anos, foi natação, ginástica rítmica, skate, futsal, handebol, dança. Até os meus 18 anos, fui ativa da maneira que podia, diferente de sarada, fitness, saudável, sempre mantive o meu corpo em movimento porque era assim que eu me sentia bem. 

Com a faculdade, estágio, namoro, cursos, a vida foi ficando mais corrida e meu corpo foi entrando em ponto morto, se deixando empurrar pela quantidade de coisas infinitas que eu tinha para fazer. Vez ou outra ia ao parque e nunca mais andei de skate, minha eterna paixão, ou passei uma hora batendo uma bolinha na rua de casa.

E o meu corpo começou a ceder. Primeiro perdi toda a minha musculatura, até toda a minha gordura, e cheguei a pesar 44 quilos. Para quem briga com a balança, deve ler isso e pensar: nossa, que incrível! Mas não foi. Hoje eu tenho noção de que estava doente, pois mesmo não tendo nenhum tipo de anemia, não estava tudo bem pesar tão pouco.

Depois de anos parada, uma querida amiga me chamou para fazer Circo e isso foi uma injeção de alegria na minha alma. Eu me quebrava a cada final de semana e, mesmo com as dores musculares, meu corpo foi ficando mais forte, minha cabeça mais atenta e minha alma mais leve.

Alguns meses depois eu sai da escola de circo, pois precisava diminuir os gastos por causa do apê e o meu corpo voltou para o ponto morto. Depois da loucura que foi comprar e reformar a minha casinha, entrei na loucura de cuidar na casa e trabalhar e comecei a engordar. Foi quando eu me dei conta de que o meu corpo estava se transformando de uma forma que eu não estava gostando.

Acho importante ressaltar aqui e agora que esse texto é sobre mim e sobre o que eu quero para MIM, ok? Não quero fazer apologia ao corpo perfeito, nem dizer que você aí que está lendo precisa ter um corpo "assim" ou "assado".

Bom, dito isso, a flacidez, a barriga saliente, as celulites, o sedentarismo, começaram a me incomodar. Eu sabia que poderia ser melhor do que estava e comecei a procurar alternativas. A alimentação foi a primeira de todas, cortei frituras, refrigerantes, troquei o arroz e as massas pelas versões integrais, cortei suco de caixinha, parei de comer salgadinho e cookies de lanche da tarde.

Depois disso fazer um pouco de diferença no meu bem estar, passei a dançar kinect na sala de casa e isso começou a fazer diferença no meu corpo, até que a Vanessa (se você me segue nas redes ou acompanha o blog faz tempo, sabe que ela é figurinha carimbada por aqui, se não, é uma amiga do trabalho de quem eu gosto muito!) me desafiou a fazer exercícios todos os dias usando o app Sworkit. (essa semana vou fazer um post somente sobre ele, mas calma, não vou virar uma blogueira fitness!).

Foi aí que eu comecei a sentir meu corpo respondendo. Parei de ficar ofegante quando subia lances de escadas, comecei a afinar um pouco, me sentir menos inchada, ter mais disposição. Isso e o incentivo de três amigos queridos me convenceram de que estava mais do que na hora de ir para a academia mais próxima. (Tato, Van e Vini obrigada pelo incansável apoio e incentivo, vocês são meus musos fitness do coração).

Finalmente me inscrevi numa academia e estou treinando. Mas esse post não é para falar sobre treinos, sobre como agora eu vou virar uma musa fitness e conquistar o mundo com a minha bunda sarada. Não. O que eu quero dizer com tudo isso que eu escrevi aqui, é que o importante é buscarmos ser sempre uma versão melhor de nós mesmos. 

Quando colocamos o corpo em equilíbrio com a alma, respondemos melhor aos empurrões e trancos que o universo dá. Não existe uma fórmula para se tornar a nossa melhor versão. Não posso chegar aqui e dizer: façam o mesmo que eu. Esse foi o meu caminho, mas existem tantos outros a serem explorados.

O ponto é que ser a nossa melhor versão é se olhar no espelho e gostar de quem a gente é, da nossa personalidade, do nosso caráter, do nosso corpo, do nosso estilo. De tudo aquilo que somos. Se você me perguntar se eu já alcancei o meu objetivo físico, eu vou te responder: ainda não. Mas se você me perguntar se eu já gosto mais de mim agora?

Eu vou te responder que hoje eu sou a minha melhor versão, mas amanhã eu posso ser melhor ainda. Por isso te convido a experimentar também. Juntos somos melhores e mais fortes!



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