quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE BARRA GRANDE - BA


Oi pessoal! Tudo bem?
Hoje vou liberar, finalmente, o vídeo "Tudo que você precisa saber sobre Barra Grande, na Bahia", onde conto um pouco da minha experiência nesse pedaço de paraíso que fica no litoral sul baiano. No vídeo, mostro vários lugares que visitei e as minhas presepadas (que foram muitas até!), então se você estiver curioso, dá um play!




Bom, dei algumas informações no vídeo, mas como sei que muitas pessoas não podem ver vídeos no horário de trabalho, então vou dar tooodas as dicas por aqui!

Como chegar em Barra Grande?

Chegar em Barra Grande não é tão fácil, ela fica há 60 km de distância de Itacaré e, atualmente, tem dois acessos: pela BR 030 ou por Camamu, município da região. A estrada é relativamente nova, construída há 7 anos, mas faz apenas 1 ano que os nativos começaram a cuidar dela para melhorar o acesso, já que se tratam de 48km de uma estrada de terra. Ela é basicamente uma reta, mas sem iluminação e com sinalização escassa, então se você decidir ir de carro, prefira ir de dia. Um transfer para lá, saindo de Itacaré, custa em torno de R$350 reais (é mais perto chegar pelo aeroporto de Ilhéus do que por Salvador).

Como estávamos dispostos a economizar, busquei uma opção mais acessível. Existe um ônibus que sai do Terminal Rodoviário de Itacaré, com destino à Bom Despacho (mais de 150km de Itacaré), mas ele para em Camamu, onde lanchas rápidas saem de meia em meia hora, passando nas ilhas da região até chegar no atracadouro de Barra Grande. A passagem do ônibus custa R$14 reais e a lancha uns R$20, ambos por pessoa. Confesso que mal consegui dormir no ônibus, afinal o "passador" (assim que chamam o cobrador kkkk) só disse "Camamu é daqui uma hora". Muito vago, mas realmente chegamos lá após uma hora de viagem, e a descida do ônibus foi meio assustadora, já que vários moços ficam na porta, querendo vender passagem de lancha. É tudo bem rápido, eles se apresentam, te guiam até o funcionário da empresa responsável, você compra e depois te levam para o ponto da lancha. O senhor que fez isso para nós, carregou uma de nossas mochilas, mas não sei se todos carregam.

A lancha demorou uma meia hora para sair e foi lotada, não tinha coletes salva vidas, nem muita segurança. Como devem ter visto no vídeo, era muita água pra pouca gente, mas os caras estão acostumados e, quando estamos viajando, a gente se joga mesmo! (Ainda mais se for para economizar uma grana!).  A lancha vai deixando passageiros em vários atracadouros e fiquei meio aterrorizada, já que em alguns ele só chegou pertinho, para as pessoas pularem, obviamente que me vi afundando naquelas aguas escuras em todos eles. No ponto final, ele para e ajuda os "turistas"a descerem, acho que fica explícito em nossas caras o tanto de medinho que estamos sentindo, mas mesmo com o medinho, foi especial. Vi um Brasil que não conhecia ainda, de gente que vive em barco para se locomover, mas que vive bem, pelo que me pareceu.


Onde se hospedar em Barra Grande?

Como disse no vídeo, nos hospedamos na Pousada do Holandês, que é muito charmosinha, limpa e aconchegante, mas ela fica há uns 7km do vilarejo. Existem dversas pousadas na região, desde Maraú, até a vilinha de Barra Grande. Meu conselho é pesquisar BEM os lugares que deseja conhecer e o tipo de experiência você quer ter, pois ficamos bem distantes e é um lugar com pouquíssima iluminação, sendo praticamente impossível se locomover à pé durante a noite. O que nos leva a outra questão, o transporte!

esse micos moravam nas árvores do lado da nossa pousada, iam roubar nosso café da manhã
Como é o transporte em Barra Grande?

Caro e limitado, resumindo. Existem quatro formas de transporte na região: taxi, jardineira, moto-taxi e quadriciclos. Felizmente experimentei todos e posso falar de cada um! Assim que chegamos, cansados depois de horas de viagem debaixo do sol da Bahia, só queríamos chegar na pousada, então fomos para o ponto de taxi e cobraram R$40 reais para nos levar. Confesso que surtei com esse valor, então choramos por R$35. Depois descobrimos que os valores são tabelados na região e cada transporte tem o seu, por ex: as Jardineiras cobram o mesmo valor que os taxis pelas distâncias, mas elas saem com, no mínimo, 4 pessoas, custando R$12,50 por pessoa. O único problema é que, se você estiver em um número menor, precisa pagar o valor cheio, caso não tenha ninguém para rachar a jardineira. O moto taxi, do vilarejo até a pousada custou R$12 por pessoa, super vantajoso para nós que estávamos em dois! Andar de moto por areias fofas pode ser uma aventura, mas foi gostosinho e rápido.

Já os quadriciclos são um capítulo à parte, toda a Península de Maraú é plana, bem diferente das praias da região, e como ela é extensa, os nativos usam basicamente quadricículos para se locomover (vale dizer que eles são considerados veículos rurais, por isso não é necessária habilitação para dirigi-los, porém eu não me arrisquei, afinal as nossas vidas são coisa séria!). Existe uma Associação dos Locatários de Quadriciclos, mas qualquer nativo que você abordar conhece alguém ou tem um para alugar. Fomos em baixíssima temporada (mais detalhes sobre isso abaixo), então encontramos preços mais "ok", mas pesquise já que muitos nativos alugam os próprios quadriciclos! Alugamos o nosso com o Afonso, que possui uma empresa de mergulhos noturnos em Taipus de Fora, e pagamos R$150 na diária + combustível consumido. Ouvi dizer que em alta temporada, esse valor sobe para a faixa dos R$250 reais, porém negociem, é sempre possível negociar! Valeu muito à pena, deveria ter alugado todos os dias, mas tudo bem! Fica de experiência! O ponto é: se você se hospedar no vilarejo, não precisa ter um transporte fixo todos os dias, ele é mais necessário para quem se hospedou longe como nós, ou para ir nos pontos turísticos da região, que é o nosso próximo ponto!

OBS: vale dizer que em baixa temporada o transporte acaba entre 21:30 e 22h.

a bud na mão foi zuera do th! eu não dirigi o quadriciclo! kkk
O que fazer em Barra Grande?

A península é enorme, mas achei o turismo da região ainda muito cru. Muitos dos guias fazem apenas passeios náuticos, passando pelas ilhas, cachoeiras e mergulhos, a vantagem é que dá para fazer muita coisa por conta, economizando um dinheiro e botando a cara no sol! 

Taipus de Fora é o lugar mais especial da região, onde a maré baixa o bastante para formar uma grande piscina natural cristalina, com uma biodiversidade marinha impressionante. Uma das grandes vantagens de termos nos hospedado longe do vilarejo foi poder ir caminhando até lá em dois dias diferentes! No segundo, praticamos Mergulho de Batismo, com a empresa Carpe Diem, que eu indico de olhos fechados. Eu tenho muita fobia de mar, pois não sei nadar, mas tive um instrutor só para mim, que me ensinou o procedimento e me levou pela mão o mergulho inteiro, mas vou fazer um texto somente sobre isso, o ponto é que, para quem sabe nadar, também tem pessoas alugando snorkel e pé de pato para mergulho de superfície, porém foram os R$110 (por pessoa) mais bem gastos da viagem inteira, então acho que é uma experiência muito válida!

foto retirada do banco de dados do google, não encontrei o autor original dela! me avise se for sua :)
Foi neste dia que alugamos o quadriciclo, de lá fomos até a Lagoa Azul, um lago que foi formado pela água da chuva, só tiramos foto e seguimos em frente, passamos pela trilha das bromélias gigantes (e elas eram gigantes mesmo, coisa de DOIS metros de altura :O ), chegando na Lagoa e Praia do Cassange, um dos lugares mais loucos que já vi na vida. Pense numa faixa de areia de uns 300 metros, de um lado a agua azul turquesa cristalina do mar e do outro a agua escura de uma lagoa com mais de 11km de extensão, também formada por agua da chuva. Descemos para nos refrescar na casinha que tem no local, admiramos muito aquela peça rara da natureza, mas não paramos para almoçar lá. Afonso, que nos alugou o quadriciclo, deu a dica: ir até Taipus de Dentro para comer a melhor comida da região (que também vai ganhar post exclusivo!), no restaurante do Fábio. Taipus de Dentro não é ponto turístico, mas é uma vila tão singela e pacata, que merece a visita.

de um lado praia, do outro lagoa <3
Tirando esses locais, também existem as praias Três Coqueiros e Bombaça, que banham praticamente toda a Barra Grande, e uma listinha de lugares para conhecer de lancha: Pedra Furada, passeio das 4 ilhas e Cachoeira do Tremembé. Infelizmente não conseguimos fazer esse passeio, pois a nossa lancha não fechou o número mínimo de pessoas. Quem conseguiu ele para nós foi o próprio Tiago, da Carpe Diem, pelo melhor preço da região: R$40 por pessoa. Teve um menino, da principal empresa de turismo náutico, que queria nos cobrar R$100 por pessoa. Mais uma vez: pesquise bem e negocie!




lagoa azul
lagoa do cassange
praia da bombaça
Bom, depois de tudo isso, chegamos em dois pontos importantes: o que tem para comer e como é a noite em Barra Grande?

Como tudo foi descoberto na base do susto, com esses dois pontos não foi diferente! Descobrimos que a cidade fica movimentada apenas em altíssima temporada (tipo agora), então nos outros períodos nem todos os comércios abrem e de final de semana é tudo bem parado pela noite, principalmente de domingo. Tanto que quase tivemos que voltar à pé, no breu, para a pousada! Não comemos em muitos lugares por lá, já que estávamos hospedados muito longe da vila e ficava difícil sair à noite e ficar bebendo uns drinks e curtindo a night, porém, como nos disseram, a cidade ficava bem parada em baixa temporada, então talvez não tenhamos perdido muito!

No vídeo mostrei um pouco da minha experiência com um dos restaurantes, mas tenho certeza que nem todos são daquele jeito! Pelo contrário!

No final das contas, Barra Grande é bucólica e selvagem, com uma pureza inestimável, de cidade pequena e intocada. Ela ainda vai mudar muito, tenho certeza, mas já é incrível do jeito que é. Confesso que tive muito receio de ser ruim, confesso também que não aproveitei tudo que eu gostaria do lugar, mas sai de lá completamente apaixonada e apegada, querendo mais dois ou três dias para fazermos as pazes por completo! Se alguém me perguntar "devo ir até Barra Grande?", vou responder "sem sombra de duvidas", mas antes vou dar todas as dicas possíveis e imagináveis, para que a experiência seja 100% desde o princípio.

Agora? Já ando planejando as próximas!


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