segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A VIDA QUE A GENTE NÃO VIVE


A gente passa tempo demais reclamando da vida.

É da chuva, do calor, do trânsito, do trabalho, do dinheiro, da falta dele, da morte, da alegria alheia, daquilo que a gente não conquista.

A gente passa tempo demais se esquecendo de viver. E nessa, vamos nos esquecendo dos momentos de riso solto, dos dias enfurnados na cama vendo Netflix, dos dias de sol esquentando a pele corada, dos dias de chuva, que são sim difíceis de se locomover, mas não podemos negar quão delicioso é ver a vida florescendo debaixo das gotinhas geladas. 

A gente se esquece do gosto da comida boa, do sabor da cerveja gelada, do cheiro de mar. Das bolhas de coca-cola recém aberta batendo no nariz, do conforto de um abraço demorado.

A gente não dá valor para as pequenas grandes coisas da vida. Vivendo no automático, a gente aprende apenas a reclamar das pequenas coisas ruins, que se formos parar para analisar, são tão pequenas que nem merecem a nossa atenção.

Mas, tenho que ser realista, tem dia que a falta de gentileza no transporte público incomoda sim. A folga no trânsito, a trairagem na vida profissional. A gente é humano, não tem sangue de barata.

Porém, justamente por ter esse sangue quente correndo nas veias, que é melhor a gente escolher viver esses pequenos momentos ruins brevemente e reservar para a maior parte da vida um largo sorriso de gratidão.

A gente pode ser feliz todos os dias!


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