quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Diário de Viagem: Arraial Eco Parque - Arraial D'Ajuda - BA

Em um dos dias da minha viagem para a Bahia, o Thiago e eu visitamos o Arraial Eco Parque, que é um parque aquático super bacana. Aproveitei para gravar um vlog para mostrar como o lugar é bacana e divertido! Espero que gostem!!

Assistam em HD, a imagem fica bem melhor!


Como puderam notar, eu sou bem nerd e gostei MUITO da parte dos Corais do eco parque hahahahahaha Então, se vocês quiserem saber um pouco mais sobre a iniciativa é só acessar http://coralvivo.org.br, lá tem um monte de coisas legais sobre a vida marítima e os corais! O legal é que podemos aprender sempre alguma coisa, então mesmo nas férias, com o objetivo de descansar, estávamos aprendendo algo!

O site do parque aquático é o http://www.arraialecoparque.com.br e eu acho o passeio bem legal para quem for passar alguns dias na região, dá para brincar muito, se refrescar, ver uma paisagem de tirar o fôlego e ainda curtir uns axés hahahahahahahaha Acho que apesar da espera para descer em alguns toboáguas, tivemos o privilégio de ver a praia de cima e olha, não canso de dizer, nosso país é muito lindo!


Sei que esse vídeo demorou para sair, mas pelo menos saiu, não é mesmo??? Antes tarde, do que nunca, pronto!

Diário da Blogueira: Minha mãe não me levou à Disney

Eu fui de uma geração (e classe social) que não exigiu muitos luxos na infância. Eu sei que sou jovem e dizer a frase "na minha época" ainda soa estranho. Como se eu estivesse contrariando alguma regra da vida que diz que até os 30 não podemos sentir que o tempo passou.


Mas sempre que tenho flashs do meu passado, sinto uma onda de nostalgia tomar o meu corpo e lembro com doçura das minhas aventuras. Fui uma criança humilde, pobre de dinheiro, mas rica de imaginação.

Não ganhei um iPad no meu aniversário de cinco anos, muito menos um iPhone aos 10. Ouso dizer que eles ainda nem eram realidade naquele tempo. Pra falar a verdade, eu quase não tive brinquedos. Tive poucos, perto da quantidade de brinquedos de algumas pessoas. Lembrando assim, acho que eu sentia apenas uma pequena frustração por não ter a boneca ultra revolucionária que trocava de cabelo (era bizarro, na verdade), ou porque não foi possível comprar aquele patinete tão maneiro que todo mundo tinha.

Mas eu nunca fui uma criança mesquinha e invejosa que quebrava o brinquedo dos outros por maldade. Eu brincava com zelo, pois era feito pedra preciosa poder brincar com os amigos.

Eu compensava a falta de bens materiais para o meu divertimento com a minha criatividade. É claro que eu não fazia a mínima ideia do que era ser criativa, mas com retalhos velhos, caixas de sapato, latas de extrato do Elefante, eu ia criando tudo aquilo que eu tinha vontade de ter: um sofá bem confortável para a minha boneca barbie (e era da mattel, tá?), ou uma banquinha de supermercardo. Fizemos em casa até mesmo uma lousa com a tinta que sobrou do portão, de tanto que eu gostava de brincar de escolinha (e nem eram essas tintas incríveis e apropriadas que existem hoje em dia, era tinta esmalte azul escuro, mas servia).

Eu fico me perguntando e acho que não faltou nada para mim nesse aspecto. Talvez naquela época eu sentisse mais falta de algumas coisas do que agora (tipo um avião da barbie), mas nada que tenha perdurado após tanto tempo na minha memória.

Nas minhas férias escolares eu não fui para a Disney. Eu visitei o sítio de uma tia em Minas Gerais. Ah! E teve a vez que eu fui para o Guarujá! (Aliás, depois fiquei 15 anos sem ir à praia), mas tirando esses dois lugares, minhas férias eram mesmo na casa da Juju. E da Débora. Bastava uma visita na casa da outra para tramarmos, no mínimo, um final de semana fora.

"Pede pra minha mãe, se você pedir ela deixa!". 

Chuto eu que essa foi uma das frases mais ditas da década de 90. Eu também não fui muito ao cinema quando criança, mas para compensar, batia cartão no Sesc Pompeia. Lembro até de uma vez que fomos lá para ver as atividades de folclore no final de semana e, quando cheguei na escola segunda feira, levei comigo os panfletos e relatei todas as coisas incríveis que fiz para a professora Luciula, falei tanto e tão bem daquela exposição que três semanas depois as professoras do segundo ano organizaram uma excursão para lá (e é óbvio que eu fui).

Minha mãe não me levou à Disney, mas me levou em todas as atividades culturais gratuitas que ela soube, porque meu irmão e eu amávamos. Uma vez fui ao teatro e o vilão da peça era o Dr Abobrinha (vamos lá gente, o Castelo Rá Tim Bum já tem 20 anos!) e eu me senti a criança mais esperta do mundo porque o reconheci.

Lembro de uma outra vez que fui numa festa de bairro e voltei com o rosto pintado. Tudo sempre de graça ou muito baratinho.

Fiz natação, mas meu forte mesmo foi na ginástica rítmica (e que saudade). Pensando bem, acho que tive uma veia artística desde criança! Eu não me contentava apenas em fazer as atividades. Eu treinava em casa, me fazia feliz. Não passei horas pendurada num computador (o meu primeiro entrou na minha vida quando eu tinha 17). Eu ia para o quintal depois da lição de casa e do desenho e às vezes brincava sozinha até o anoitecer.

Bolha de sabão, corda, esconde-esconde, rouba bandeira, queimada, circo, amarelinha, detetive, stop. Tudo que podia me divertir eu fazia. A via de regra era voltar inteira para casa, porque se não minha mãe terminava de me quebrar ao meio. Eu fui um terror para ela, a caçula menina com ares de moleque arteiro. 

Penso eu que crianças mais ricas morriam mesmo era de inveja: de toda a minha criatividade e liberdade. Por fim, eu não teria tempo para ir à Disney mesmo.
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