quarta-feira, 7 de outubro de 2015

QUE PALAVRAS DIZER


Confesso que andei meio esquecida dos textos. Na verdade não fiquei esquecida, nem sem criatividade. Acho mesmo que fiquei sem força de vontade. Escrever um bom texto envolve uma certa dedicação: pensar num tema, escolher palavras, combiná-las entre si, passar uma mensagem. E isso tudo me deu preguiça.

A vida me deu preguiça nas últimas semanas. Trabalho intenso, infindáveis mudanças, uma dança das cadeiras, onde eu nunca conseguia sentar e descansar, apenas corria durante a ciranda.

Quantas ideias me ocorreram.
Quantos contos.
Quantas frases.

Mas a preguiça prevaleceu. E o sono. E o cansaço. Mas é curioso, porque quem ama escrever uma vez na vida, ama para sempre e isso faz falta. Faz falta transformar o cotidiano em linhas finas, poesia barata de mesa de bar. Fazer o que se foi assim que aprendi a transcender meus pensamentos.

Acho até que por isso não fui ser jornalista de texto, pois aquelas técnicas da faculdade afogariam toda essa minha alegria em formar parágrafos, que não necessariamente precisam fazer sentido. Sou jornalista da vida, relatando o que vejo e sinto no dia a dia, mas preciso voltar a registrar meus fatos cotidianos, pois que informação há naquilo que não foi registrado?

Então, humildemente, recolho minha preguiça e cansaço e visto novamente a roupa de quem escreve por prazer, para desafogar os engasgos da semana e para, quem sabe, conquistar alguns minutos de atenção de alguém.


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