sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Crônicas de guarda roupas: longas pernas

Um dia, num passado não muito distante, ouvi dizer que todas as mulheres são lindas como são e concordei. Numa outra ocasião, ouvi que todas tínhamos direito de sermos como quiséssemos e concordei. Cheguei ainda a ouvir sobre todos esses padrões de beleza que são impostos pela sociedade e como não devemos nos deixar abater por eles e continuei concordando.

Até que eu ouvi dizer que todas nós, mulheres, podíamos usar qualquer roupa que quiséssemos, pois éramos livres e não podíamos deixar de usar algo porque éramos altas demais, baixas demais, gordas demais e concordei. Porém a ciência da modelagem me mostrou que isso não era tão verdade assim.

Sempre passamos nas lojas do shopping depois do almoço, em parte para bater perna, em parte para gastar nosso dinheirinho. Nas fast-fashions sempre tem novidade, coisa bacana e bonita, coisa diversa. E é assim que cada uma das meninas que andam comigo encontram as peças que lhes cai bem. Vez ou outra encanamos com o mesmo modelo e levamos roupa igual para casa, mas não tem problema. Melhor igual à amiga do que à inimiga, não acham?

Mas também tem aquela peça que só vai ficar bem em uma única pessoa da turma. Independente se é na mais alta, na mais magra, na mais peituda, na que não tem bunda. O poder da modelagem está aí para provar que não existe nega perfeita com corpo perfeito que fica perfeita em todas as roupas perfeitas. A maior prova? O lindo casaco de onça, que na grande Vanessa fica para cima da metade da coxa e em mim? Chega no joelho e me faz parecer uma senhorinha perua do Higienópolis.

Há quem possa aparecer para dizer que "se eu realmente quiser, posso usar esse casaco e ficar linda" e, realmente, pode até ser, porém o caimento do casaco em mim ficou horroroso. Fiquei parecendo um palito dentro de um saco de pão glamouroso, e olha que nem era um número tão maior que o meu. Mas era longo o suficiente para evidenciar ainda mais a minha baixa estatura.

Óbvio: se você amou de paixão, leve antes que tenha uma síncope, mas lembre-se de que você pode simplesmente ser levada por esse pensamento de que "eu sou uma mulher independente e decidida, que não vive com medo dos padrões da sociedade, afinal eles são machistas e arcaicos" e simplesmente gastar o seu dinheiro investindo numa peça que não vai te valorizar em nada e talvez depois fique encostada no seu armário.

Afinal, tratam se de 200, 300 reais em uma única peça de roupa! Tem vezes que vale mais à pena ter bom senso do que idealismo. E ainda mais se for aquele pseudo idealismo, de quem quer ter o que dizer sem ter o que dizer.


Dá para ser linda, idealista, dona de si, gastando pouco e tendo bom senso. É só tentar. #VemPraLoja #NãoVaiTerCasacoDeOnça #BaixinhaRules

Diário da Blogueira: dos dias que me esqueci de escrever

Desde muito nova sempre amei escrever. Talvez não do modo convencional que meninas de 10 e 11 escrevem, em diários com cadeados. Sempre fui mais chegada em mostrar a todos aquilo que eu tinha a dizer. Seja numa folha de papel perdida, numa lousa da escola ou no chão da rua de casa.

Quando comecei a ter acesso aos blogs da vida, logo quis ter o meu para poder escrever qualquer coisa. E por isso que hoje, depois de quase 7 anos alimentando pequenos espaços na internet, eu continuo mantendo esse hábito. Confesso que com menos frequência do que em outras épocas.

Talvez seja pela sobra de trabalho. Pela falta de tempo. Nunca pela falta do que falar. Passo os meus dias matutando. Nem sempre o que quero falar é sobre maquiagem. Ou sobre roupa. Ou cabelo.

Tem sempre aquele dia em que meu lado poético está mais aflorado. E nem é um poético de versos e poemas. É o poético da vida. Que a gente pensa no mundo. No funcionamento das coisas. Que a gente tem uma elevação maior do que nos demais dias de nossas vidas e nos sentimos flutuantes com tudo que acontece ao nosso redor.

Calma. Não usei droga alguma. Estou escrevendo da cadeira do meu trabalho. Mas penso nisso. Tem vezes que me transporto para realidades tão distantes. Com uma música. Um pensamento. Uma história. Uma lembrança. E sou tomada pela sensação de não pertencer ao local que pertenço. Não estar no local onde estou. Tem vezes que eu até me esqueço onde estou, quase perdendo o ponto ou a estação que preciso descer.

E são nesses dias que eu mais deveria escrever. Traduzir em palavras toda essa loucura que vibra e corre dentro de mim. Essa imaginação fértil que me faz viajar quilômetros de distância. Achava eu, quando criança, que um dia eu deixaria de imaginar. De pensar. De viajar dessa forma. Mas continuo do mesmo jeito: escapando para os mundos paralelos que eu criei.

Não que eu não seja capaz de lidar com a realidade. Pelo contrário. Mas quem disse que só devo viver o real? Tem coisas que não estão ao nosso alcance. Físico. Porém podemos ir para onde quisermos.

Talvez eu devesse materializar todos esses pensamentos em pequenos contos. Ou pequenas histórias. Ou em pequenos livros. Ou talvez deva continuar me transportando para elas toda vez que me sinto cansada demais para estar no mundo real e deixar que isso pertença somente a mim. Será que é muito egoísmo não compartilhar tudo que pulsa dentro de mim? Quem sabe um dia eu consiga ter essa certeza!

Look do dia: semana das flores Parte 1

Já vi vários blogs terem semanas temáticas: semana do batom vermelho. Do azul, da flor, do seja lá o que for. Mas eu mesma nunca tinha feito nada do gênero e há algumas semanas eu tentei fazer a minha versão. Com flores!! Tudo bem que estou atrasadíssima com esses looks, mas o que vale é a referência, não é?

Então aqui vai o look que usei na segunda feira!

Apesar de fazer looks assim, misturados, eu sempre fui uma pessoa muito básica, mesmo na hora de ousar. Notei isso quando via outros blogs do gênero, em que as meninas faziam grandes produções mirabolantes. Pensei sempre que talvez elas não saíssem daquela forma, mas se saem são bem ousadas.

Trabalho em uma agência de comunicação que não barra minhas vestimentas, mas tem coisas que eu não tenho coragem de usar no trabalho (tipo um cropped, sabe?), mas vou aprendendo aos poucos como combinar as coisas. Há uns 6 meses se você me desse uma jaqueta floral, eu NUNCA que usaria ela com uma calça turquesa. Não. Talvez com uma skinny preta e olhe lá.

No caso desse look ela veio acompanhada da calça colorida, da TShirt temática, da bolsa de granja e da yellow boot. Escrevendo, sem olhar para a foto, dá até para pensar que ficou uma grande patifaria, mas até que eu gostei do resultado: contrastante e vivo. Tudo que eu nunca consegui fazer em looks de inverno!




Os tons da jaqueta conversam com todos os demais tons das peças que escolhi. E o fato de ser uma combinação ousada não me deixou desconfortável, daquele jeito que a gente sai com uma roupa diferente pela primeira vez e acha que tá todo mundo olhando, sabe?

Ah! E relevem essa foto engraçada do meio. O TH adora tirar fotos enquanto eu falo ou tiro a jaqueta. Acho que ele curte me zoar. Só acho. HAHAHAHAHA

Jaqueta Renner R$40 na promo | Tshirt Riachuelo R$35 | Skinny Renner R$70 | Yellow Boot QIX R$319 | Bolsa de Franjas Renner R$100
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