quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Diário da Blogueira: A mania de definição




Por essência, todos os anos, semestres e meses, as grandes marcas, grifes, empresas de moda, lançam algum “must-have” e ai aquela loucura toda em cima de algo acontece feito mágica. Todas as lojas têm a sua versão da tendência, todos compram. Todos usam. E Ok, isso é um ciclo, certo?

Bom, nem tanto. No finalzinho de 2013 saiu o anúncio da Pantone (empresa que cria, cataloga e denomina cada tom de cor existente) que a Cor do Ano de 2014 seria o Radiant Orchid (essa aí da foto). Foi a empresa fazer o ano e aconteceu o mesmo que no final de 2012 com o Verde Esmeralda: Milhares de posts, looks, maquiagens e matérias sobre a mesma coisa: a cor do ano. 

Eu entendo que quando essas tendências são anunciadas, todo mundo quer ter um pouquinho de “visionário” e anunciar que já está sabendo do babado, mas não é bem por aí.  Vamos recordar a modinha dos azulejos e cerâmica portugueses e como isso voou das prateleiras em questão de semanas e de como quase não se vê mais sobre. Foi tão instantâneo e intenso que parece que evaporou.

E é nisso que me sustento quando vejo essas assustadoras tendências que surgem e causam esse boom, principalmente na blogosfera: a intensidade das pessoas em anunciar, usar e estarem “antenadas” é tamanha que em poucos meses o negócio parece não fluir mais. Todo mundo enjoa, acha uó, cansa. E você? Guarda sua saia de R$250 reais que comprou apenas porque leu que seria o maior babado do ano.

Eu não costumo falar em tendências no blog antes que elas realmente entrem na minha vida justamente por isso. Falta tato, preparo e conhecimento de causa por parte da maioria das blogueiras ao falar de moda, de tendência. Ser um mero reprodutor de informação de moda não vale, não passa credibilidade, só mostra o quão desesperado você está em se afirmar como “entendido” do assunto.

Ok, mas porque esse post? Porque precisamos refletir. Eu não tenho nenhuma peça na cor do ano, só um biquíni que comprei em outubro para ir para Jericoacoara e nem foi intencional: ele foi barato e servia em mim, essa é a minha lógica para biquínis, tirando isso, não tenho roupas e não acho que a cor combine tanto com o meu tom de pele. Além do mais, lilás (porque essa é a cor e pronto), nunca foi meu forte, assim como os diversos tons de rosa.

Quando alguém anuncia que algo será moda, precisamos primeiro respirar, pensar bem e ver se aquilo ali orna com a nossa vida, com a nossa personalidade. Eu não vou pintar uma parede de Radiant Orcuid porque a Pantone anunciou que seria a cor do ano. Nem muito menos comprar diversas peças de roupa pelo mesmo motivo. Primeiro vou ver se aquilo ali faz parte de mim.

Um exemplo disso é o Vinho, Burgundy, chamem como quiserem. Quando essa cor entrou na “modinha” percebi que me identificava muito com o tom e depois que comprei a primeira peça na cor, viciei e fui comprando várias, que eu até já dei um tempo de tanto que usei. Essa foi uma relação saudável, para mim, pois eu realmente amo a cor e continuo gostando dela mesmo após 2 anos que a modinha rolou.

Não quer dizer que vamos ser tão ferro e fogo. Eu compro coisas no impulso às vezes, mas procuro analisar muito bem meus investimentos, ainda mais agora com as coisas da compra do apartamento, só que eu sempre penso se aquilo ali vai fazer a diferença no armário. Afinal do que adianta ter todas as tendências e não saber usá-las sem dosá-las? 
 
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