terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pitada de Beleza: Paletas Naked 1 e Naked 2 da Urban Decay

Quando eu comecei a me aventurar pelo mundo das maquiagens conheci, como muitas outras meninas, as fabulosas sombras da Urban Decay. Havia (e ainda há) uma grande expectativa, uma grande especulação em cima das paletas da marca, as Naked, tão queridinhas por blogueiras e maquiadores pelo mundo.

Quando não se é tão entendido, nem nunca usou uma delas, a gente se pergunta "será que elas são tudo isso mesmo?". Eu mesma fazia essa pergunta sempre que via alguém se derretendo por elas.

Cientes do meu gosto (e agora profissão) por maquiagem, sempre que amigos ou parentes de amigos bem próximos, vão para o exterior, eles perguntam se quero algo. Da vez que pedi para me trazerem uma Naked, elas ainda custavam R$250 na Sephora e eu ainda não tinha testado elas para saber se valiam o investimento.

Bom, encomendei a Naked 2, porém a pessoa não encontrou e perguntou se podia ser a Naked 1. Mais vale uma na mão do que duas voando, não acham? Então eu aceitei a troca e pirei quando ela chegou, porque sim, ela é tudo isso.

Demorei bastante tempo para fazer a resenha da Paleta (tanto que vim mostrar as duas ao mesmo tempo), por um motivo bem plausível: mesmo trazendo de fora, a paleta custou 120 reais e isso é bastante dinheiro, principalmente para nós, pobres mortais, então quis usar as sombras em todas as maquiagens possíveis, tanto em mim, quanto em clientes, para pode falar : COMPREM SEM MEDO DE ARREPENDIMENTO.

Então acho que já usei o suficiente para atestar isso sobre a qualidade da Urban Decay. É excepcional, pelo menos na minha opinião. Algumas meninas acham as sombras da marca esfarelentas, mas isso não chega a me incomodar. Eu prefiro a sombra que você não precisa ficar esfregando o pincel para sair.

A maciez dos produtos da marca facilita muito na hora de esfumar, por exemplo. E também a aderência na pele não deixa a desejar, mesmo sem primer as cores são super pigmentadas e duram na maquiagem por horas.

Porque investir em uma Naked?
Acho que antes de comprar a paleta você deve se perguntar isso. E eu tenho algumas opiniões a respeito:
- São 12 tons neutros, entre sombras opacas, acetinadas e com brilho.
- Entre os tons estão opções para o dia a dia e cores para produzir maquiagens mais sofisticadas.
- As duas primeiras possuem tons mais "universais" (a terceira, que ainda não vende no Brasil, é mais rosada, a menos neutra, por assim dizer, de todas!)
- Fácil de guardar e carregar
- Bom custo benefício (por R$200 reais na Sephora, cada sombra sai por R$16,60)
- Produto com qualidade
- Combina com todos os tons de pele
- São lindas e enchem os olhos de quem vê

Eu poderia colocar mais motivos, porém acho que o mais importante é saber que mesmo sendo um produto caro, será um produto com bom custo benefício e que mesmo não sendo uma maquiadora excepcional, são sombras fáceis de trabalhar, então por mais simples que a maquiagem seja, se feita com carinho e de maneira limpa, vai ficar bonita sim!


Naked 1
Ela tem tons mais acobreados e quentes. Com ela é possível produzir diversas maquiagens neutras e também maquiagens para noite, pois tem lindos tons de grafite. Ela é ótima para quem gosta de diversificar, mas que não é tão ousada para apostar no pretão, por exemplo. Se você não liga para o preto opaco e não vai sentir falta da cor (caso queira ter uma única paleta), aposte nessa, que vai te proporcionar lindos looks.

Minha sombra favorita de todas é a Buck, o marrom opaco, tanto que é a mais usada até o momento, vou ver se tem para vender ela unitária. Gosto muito de outras também, mas é prática e fica boa em todos os tons de pele que já maquiei com ela.




Naked 2
Comprei a minha no final do ano passado e ainda não a usei tanto quando a 1. Confesso que ainda estou admirando ela um pouco. Demorei tanto para investir nela, que deu aquele pequeno dó de sair usando sem parcimônia. Ela tem um tom igual ao da primeira, o Halfed Baked, que é a segunda cor da paleta. Não sei porque ela ganhou uma segunda "casa", não cheguei a pesquisar sobre o motivo, porém ela é linda, então merece estar presente em duas paletas diferentes.

A segunda paleta da coleção é mais "fria", com tons mais prateados. Ela tem sim tons quentes, porém são minoria. Acho que ela é mais prática do que a primeira, por ter desde a sombra clarinha para iluminar pontos estratégicos da maquiagem, como o preto opaco, que é uma sombra excepcional. Como ela tem dois tons mais quentes, como o dourado e o acobreado, ela acaba sendo mais completa por apresentar opções em prateado, cinza e chumbo. Na hora de criar makes, fica mais fácil ter opções diversas, ao invés de muitos tons parecidos.

Que é o caso da Naked 3, recém lançada no exterior: são todos tons rosados. Ela tem dividido opiniões pela web, porém é uma ótima opção para quem prefere o estilo por essência e não usa tons prateados, nem acobreados. Ela também é ótima opção para maquiadores, afinal que noiva não iria pirar em cores tão românticas e clássicas?



Todos os swatches foram feitos sem primer, ou seja, venham chorar comigo com a pigmentação dessas sombras! Claro que é sempre bom usar um primer para faze-las durar mais, só que não é preciso algo que as potencialize. Eu não me arrependo nem um pouquinho sequer em ter gastado meu dinheiro nessas paletas, pois elas andam comigo para cima e para baixo e elas viraram meus xodós.

A Urban Decay agora tem um lugar cativo no meu coração e toda vez que alguém me pergunta, posso responder sem pensar que é um ótimo investimento! Se você é básica, essa paletas paletas vão ser seus melhores investimentos, pois ai não será preciso ficar comprando sombras de outras marcas. Você já vai ter tudo ali, na mesma embalagem! Compre só se você for uma louca por maquiagem como eu <3

Eu ganhei de Natal a The Vice 2, mas essa ai? Essa ai é assunto para outro post!

Look do dia: vencendo paradigmas

Quando eu era criança, minha mãe começou a frequentar uma igreja evangélica e apesar de ninguém nunca ter me obrigado a usar saias longas, eu sabia que muitos me olhavam de canto de olho por sempre manter meu estilo normal: roupas largas, tênis de menino (eu era meio maloqueira mesmo), cabelo preso num rabo de cavalo baixo.

Algumas vezes minha mãe sugeriu que eu escolhesse melhor as roupas que usaria para frequentar a igreja, porém nunca me obrigou, felizmente, porém ela sempre se preocupou se eu estaria adequada para o dress code da ocasião.

Por pouquíssimas vezes (acho que umas três no máximo) em todos os anos fazendo parte daquela comunidade, eu usei saia/vestido longo. Eram peças que não me deixavam à vontade, parecia que não era eu e se tem uma coisa que é ruim, é deixarmos de sermos nós mesmos por causa dos outros. A mudança exige uma elevação muito mais pessoal do que social, mudar por fora é fácil, mas viver de aparências é terrível.

Depois de resolver seguir com minhas crenças sem ter um lugar fixo para frequentar aos finais de semana, segui com a minha vida e aboli as saias e vestidos longos dela. Até que os modelos entraram no gosto da população feminina brasileira. Para mim, pelo menos no começo, foi quase um pesadelo, pois além de me remeter a momentos que me fazem triste, eu também tinha um questionamento muito forte: as mesmas pessoas que faziam piadas ridículas quando os "crentes" passavam vestindo suas longas saias pela rua, eram as pessoas que estavam as adotando como mais uma modinha.

E então a barreira que eu tinha com os longos, piorou. Eu ficava angustiada se tivesse que pensar em usar uma saia dessas na minha vida comum, sem ser em festa de casamento.

Mas que bom que a gente amadurece, muda, analisa os fatos e vence alguns paradigmas que criamos há tanto tempo. Quando comecei a usar os top Cropped, senti a necessidade de cobrir mais as pernas enquanto estava expondo tanto os ombros e um pouco da cintura. Então passei a cogitar a possibilidade em usar uma saia longa após tantos anos de trauma.

E foi assim que, aos poucos, passei a procurar algum modelo que eu realmente gostasse e que não me deixasse com cara de crente. Cheguei a provar (e achar caro) uns modelos de malha por uns R$40 reais, mas acontece que eu sou muito magra, então não é qualquer modelarem de qualquer loja que serve em mim.

Foi no último domingo antes do natal, passeando em um novo shopping de SP com a minha sogra, que avistei esse modelo dentro da Renner com um preço bem salgado: R$99. Porém resolvi experimentar e decidir com ela no corpo, afinal já tinha procurado alguns modelos e até então nada havia dado certo. E aí eu amei o caimento, o movimento e mesmo com o preço, resolvi comprar, para quebrar essa tal barreira. Até criei coragem para ir trabalhar com ela, mas senti dificuldade para subir e descer escadas sem levanta-la e também tive medo dela ficar presa na escada rolante, só que mesmo assim, me senti muito bem.





O bom em estar vivo é poder mudar e poder rever nossas convicções. Não acham?

Rasteira Riachuello R$70 | Saia Renner R$99 | Regata Besni R$25 | Colar 25 de março R$15
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