sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Diário da Blogueira: dos dias que me esqueci de escrever

Desde muito nova sempre amei escrever. Talvez não do modo convencional que meninas de 10 e 11 escrevem, em diários com cadeados. Sempre fui mais chegada em mostrar a todos aquilo que eu tinha a dizer. Seja numa folha de papel perdida, numa lousa da escola ou no chão da rua de casa.

Quando comecei a ter acesso aos blogs da vida, logo quis ter o meu para poder escrever qualquer coisa. E por isso que hoje, depois de quase 7 anos alimentando pequenos espaços na internet, eu continuo mantendo esse hábito. Confesso que com menos frequência do que em outras épocas.

Talvez seja pela sobra de trabalho. Pela falta de tempo. Nunca pela falta do que falar. Passo os meus dias matutando. Nem sempre o que quero falar é sobre maquiagem. Ou sobre roupa. Ou cabelo.

Tem sempre aquele dia em que meu lado poético está mais aflorado. E nem é um poético de versos e poemas. É o poético da vida. Que a gente pensa no mundo. No funcionamento das coisas. Que a gente tem uma elevação maior do que nos demais dias de nossas vidas e nos sentimos flutuantes com tudo que acontece ao nosso redor.

Calma. Não usei droga alguma. Estou escrevendo da cadeira do meu trabalho. Mas penso nisso. Tem vezes que me transporto para realidades tão distantes. Com uma música. Um pensamento. Uma história. Uma lembrança. E sou tomada pela sensação de não pertencer ao local que pertenço. Não estar no local onde estou. Tem vezes que eu até me esqueço onde estou, quase perdendo o ponto ou a estação que preciso descer.

E são nesses dias que eu mais deveria escrever. Traduzir em palavras toda essa loucura que vibra e corre dentro de mim. Essa imaginação fértil que me faz viajar quilômetros de distância. Achava eu, quando criança, que um dia eu deixaria de imaginar. De pensar. De viajar dessa forma. Mas continuo do mesmo jeito: escapando para os mundos paralelos que eu criei.

Não que eu não seja capaz de lidar com a realidade. Pelo contrário. Mas quem disse que só devo viver o real? Tem coisas que não estão ao nosso alcance. Físico. Porém podemos ir para onde quisermos.

Talvez eu devesse materializar todos esses pensamentos em pequenos contos. Ou pequenas histórias. Ou em pequenos livros. Ou talvez deva continuar me transportando para elas toda vez que me sinto cansada demais para estar no mundo real e deixar que isso pertença somente a mim. Será que é muito egoísmo não compartilhar tudo que pulsa dentro de mim? Quem sabe um dia eu consiga ter essa certeza!

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