terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Look do dia: vencendo paradigmas

Quando eu era criança, minha mãe começou a frequentar uma igreja evangélica e apesar de ninguém nunca ter me obrigado a usar saias longas, eu sabia que muitos me olhavam de canto de olho por sempre manter meu estilo normal: roupas largas, tênis de menino (eu era meio maloqueira mesmo), cabelo preso num rabo de cavalo baixo.

Algumas vezes minha mãe sugeriu que eu escolhesse melhor as roupas que usaria para frequentar a igreja, porém nunca me obrigou, felizmente, porém ela sempre se preocupou se eu estaria adequada para o dress code da ocasião.

Por pouquíssimas vezes (acho que umas três no máximo) em todos os anos fazendo parte daquela comunidade, eu usei saia/vestido longo. Eram peças que não me deixavam à vontade, parecia que não era eu e se tem uma coisa que é ruim, é deixarmos de sermos nós mesmos por causa dos outros. A mudança exige uma elevação muito mais pessoal do que social, mudar por fora é fácil, mas viver de aparências é terrível.

Depois de resolver seguir com minhas crenças sem ter um lugar fixo para frequentar aos finais de semana, segui com a minha vida e aboli as saias e vestidos longos dela. Até que os modelos entraram no gosto da população feminina brasileira. Para mim, pelo menos no começo, foi quase um pesadelo, pois além de me remeter a momentos que me fazem triste, eu também tinha um questionamento muito forte: as mesmas pessoas que faziam piadas ridículas quando os "crentes" passavam vestindo suas longas saias pela rua, eram as pessoas que estavam as adotando como mais uma modinha.

E então a barreira que eu tinha com os longos, piorou. Eu ficava angustiada se tivesse que pensar em usar uma saia dessas na minha vida comum, sem ser em festa de casamento.

Mas que bom que a gente amadurece, muda, analisa os fatos e vence alguns paradigmas que criamos há tanto tempo. Quando comecei a usar os top Cropped, senti a necessidade de cobrir mais as pernas enquanto estava expondo tanto os ombros e um pouco da cintura. Então passei a cogitar a possibilidade em usar uma saia longa após tantos anos de trauma.

E foi assim que, aos poucos, passei a procurar algum modelo que eu realmente gostasse e que não me deixasse com cara de crente. Cheguei a provar (e achar caro) uns modelos de malha por uns R$40 reais, mas acontece que eu sou muito magra, então não é qualquer modelarem de qualquer loja que serve em mim.

Foi no último domingo antes do natal, passeando em um novo shopping de SP com a minha sogra, que avistei esse modelo dentro da Renner com um preço bem salgado: R$99. Porém resolvi experimentar e decidir com ela no corpo, afinal já tinha procurado alguns modelos e até então nada havia dado certo. E aí eu amei o caimento, o movimento e mesmo com o preço, resolvi comprar, para quebrar essa tal barreira. Até criei coragem para ir trabalhar com ela, mas senti dificuldade para subir e descer escadas sem levanta-la e também tive medo dela ficar presa na escada rolante, só que mesmo assim, me senti muito bem.





O bom em estar vivo é poder mudar e poder rever nossas convicções. Não acham?

Rasteira Riachuello R$70 | Saia Renner R$99 | Regata Besni R$25 | Colar 25 de março R$15

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