segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A era da crítica à cagação de tendência


Lendo aqui e acolá em alguns sites das modas vi, em menos de uma semana no mesmo site, não 1, nem 2, mas TRÊS matérias/posts sobre toda essa febre em cima de algumas tendências recém aparecidas (e outras nem tanto) e como esse consumo exagerado e desenfreado não é legal. Ok. Eu concordo que cagação de tendência não é legal mesmo e que esse consumo todo gera uma demanda de produtos que: vão para as prateleiras/são consumidos em menos de um semestre/em seguida caem no ódio-esquecimento das fashionistas de plantão, virando lixo num mundo que já não aguenta a demanda que produz.



Mas acho que o que mais me incomodou foi o discurso “eu quero me libertar das tendências, mas as lojas vendem peças iguais e queremos liberdade na hora de se vestir, afinal ninguém manda no meu armário”. Acho isso tão chato, para falar a verdade. É um papo que já tá implícito em qualquer post-reflexão sobre moda. Ainda mais para um site do porte desse, ao qual me refiro. Não trata-se da crítica à cagação de tendência em si, mas sim uma febre em criticar o que está nas araras, criticar quem está em voga, criticar quem usa o que está nas araras e quem admira quem está em voga.

Vamos combinar que se a gente comprou e quis muito é porque gostou, certo? Afinal eu só compro algo se gosto muito, mesmo se tratando de uma tendência que vai acabar daqui alguns tempos. Acho que esse papo todo é mais para pagar de “cool” na frente da audiência e fingir que as mesmas pessoas que escreveram não soltaram gritinhos de empolgação em ver que a fast-fashion mais próxima lançou uma coleção com a mais nova tendência do mundo da moda, como todas as outras consumidoras “normais”.

Pra cima de mim não, hein! Mulher que gosta de moda, e que se preze (e que trabalhar com isso), se informa sim e consome uma cagação aqui e ali sim, quem disser o contrário está querendo pagar muito de hype e merece um minuto de silêncio por conta de um comportamento tão piegas. Acontece que formador de opinião acha que precisa sempre estar contra maré, mesmo que acabe ficando chato, entre eles é legal dizer todas essas coisas, mas que abram o sigilo bancário dessas mesmas pessoas para vermos que compram numa Zara, numa Renner, numa Marisa... E aí que está: mesmo com toda essa viralização de tendências, é possível SIM fazer boas compras e ter estilo próprio e nem precisa da conversa fiada do “eu não quero me parecer com todo mundo mas as lojas não deixam”.

Mas é muito mais divertido falar essas coisas para leitores que vão pensar “Uou, esses jornalistas são bons e têm opinião” e encontrar gente com o mesmo discurso, do que incentivar uma reflexão mais profunda dos problemas reais de uma cagação de tendência e da padronização de todas as pessoas. E só para constar: site também tem talifã, até mesmo o site cool que todo mundo acha referência em drops de moda, beleza e música.

Desculpem o tom exagerado e exaltado de meu post, mas é que fiquei cansada mesmo, pois não basta toda a febre em torno de algumas coisas, surgiu também a necessidade de falar mal disso o tempo todo. Que tal tentarmos mudar o foco da discussão? Sei lá, vamos falar de unicórnios cantores budistas, mas deixar de lado os posts "Proibido em meu closet", porque já deu, né?

Proibido na minha vida só a chatice!

2 comentários:

  1. As pessoas adora odiar, basicamente quando alguma coisa cai nas graças do povo se é que me entende, cada um usa o que independente se é moda ou não.
    Bj

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    Respostas
    1. O povo é muito chato, parece que implicam por esporte, sabe?

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