terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Diário da blogueira: Retrospectiva 2012


Todo ano eu escrevo uma retrospectiva. Pode até ter quem ache brega, mas eu amo. Acho importante fazer o balanço do ano. Como esta aqui é a minha casinha, resolvi escrever uma e compartilhar com as pessoas que gosto. Sei que ela ficou longa, mas se sentirem vontade, vos convido a fazerem parte de uma pontinha da minha vida pessoal. Espero que gostem :)

Feliz 2013 a todos!

***



Imaginei diversas maneiras de como iniciar minha retrospectiva de 2012 e acabei não desenvolvendo, ou anotando, nenhuma delas. Creio eu que pela falta de tempo. Ou de organização. Ou de ambas as coisas.

Resolvi então escrevê-la quando estivesse o mais próximo o possível do término do ano, para aproveitar todos os últimos dias e ver o que aconteceria neles, para registrar na memória. E aconteceu, é claro.

Mas, como se trata de uma retrospectiva, vou começar lá em janeiro. Prometo ser breve, entretanto preciso que compreendam como é importante para mim escrever essas retrospectivas...

Deixe eu me lembrar... Janeiro eu estava? Recém formada, desempregada e sem perspectiva do que seria a vida. O término de 2011 havia sido um pouco conturbado (acho que qualquer ano em que a gente se forma na faculdade, termina meio conturbado mesmo), além do TCC e de toda a loucura de terminar a faculdade, sai do meu último estágio meio “brigada” com raiva do meu supervisor de estágio. Fiquei bem, porém com raiva e cansada.

O mês de janeiro foi calmo, afinal o que há para se fazer quando estamos desempregados? Putz, ficar em casa...Tá aí uma coisa  que eu não aguento...Mas tá, como estava financeiramente segura, me dei ao direito de voltar a procurar emprego somente no final do mês. Duas etapas, se me lembro bem, me foram precisas para entrar da DJ. Uma pequena editora do ramo de passatempos, ali na região do Higienópolis...Foi uma experiência no mínimo curiosa. Claro, como qualquer outra na vida. Mas que foi importante para a minha formação.

Todos nós queremos ter sucesso, isso é fato. Queremos vencer. Já percebi que todos querem e querem começar do alto. Alguns, por muito capricho do destino, conseguem. Não todos. A DJ foi boa nesse aspecto, para o aprendizado, a nova rotina, o novo nível de cobrança, mesmo tendo nos últimos trabalhos a carga de responsabilidade de um profissional, eu podia dizer a qualquer momento que era estagiária e que aquilo ali não era meu trabalho, afinal estagiário é amparado pela lei. Ou pelo menos tem que ser.

Enfim. Passei a trabalhar com gosto, mas em alguns meses me cansei, de uma forma ou de outra aquilo ali não era para mim...Sem contar que não havia qualquer possibilidade de crescimento e para quem acabou se formar, é um tremendo de um balda de água fria. Comecei a desacreditar um pouco da minha formação e se iria aguentar ganhar tão mal assim por mais tanto tempo e decidi estudar algo que realmente me interessasse. Não que jornalismo não interessasse, mas eu acho que aos 17 anos a gente não sabe muito bem do que gosta e nem se isso nos realiza. Passei quatro anos com esse questionamento na cabeça: se eu realmente gostava e tinha nascido para o jornalismo. Daí, aos 21, conclui que nasci para fazer tudo que eu gosto ao mesmo tempo.

Corri, fiz as contas, resolvi (mesmo ganhando mal) me apertar e me inscrevi no curso de Maquiador do Senac. Seria a possibilidade de uma nova profissão e um novo começo na minha história. Tenho todas as chances do mundo enquanto estiver viva. E ai? A reviravolta aconteceu. Em dezembro de 2011, bem no comecinho, ainda estava na UNE, recebi um convite de uma colega, havíamos estagiado juntas há mais de um ano atrás numa outra empresa e quando surgiu oportunidade na empresa que ela estava trabalhando, ela lembrou de mim. Fui lá, mas não me encaixava na vaga (acredito que porque na ocasião eles precisassem de alguém formado e eu não era formada oficialmente) e acabei sentindo o gostinho escorrendo pelo canto da boca e não entrei na agência (e hoje vejo o quanto foi bom).

A vida seguiu, eu estava na DJ, e num dia no final de julho (mês do meu aniversário), a mesma colega me mandou uma mensagem no facebook perguntando se eu já havia arrumado emprego e que a Ale, pessoa que me entrevistou em dezembro, havia perguntado por mim. Sabe aquela luz no fim do túnel? Então. Corri muito forte em direção à ela. Ela queria marcar um dia para ir conversar. 

Coincidentemente (ou não) estava na região da zona sul no mesmo dia para ir ao médico (lembram da alergia que eu tive?). Na loucura, e sem saber NADA, sobre a região, pesquisei bem “porcamente” no 3G falho do iPhone qual o ônibus que eu deveria pegar e sugeri para a Jéssica: “Posso ir ai hoje?”. Eu teria o atestado do dia, não precisaria comprometer meu salário, nem meu relacionamento com meu chefe, caso fosse lá em outro dia.

E, na loucura MESMO, eu fui lá para a X Comunicação. Fui recebida pela Ale e pela a Jaque. Sentamos no lounge e eu fui sincera. Expliquei que estava na DJ para não ficar parada, mas que lá eu não tinha possibilidade de crescimento e que estava ganhando mal, o que mais me desmotivava. Elas foram legais comigo, contaram um pouco da história delas na empresa e assim fui embora com a sensação de dever cumprido. Eu tive uma oportunidade e fui lá ver o que ela tinha para mim.

No dia seguinte, bem no fim da tarde, a Ale me ligou e disse que queria muito que eu aceitasse a proposta dela: ganhar a mesma coisa, mas com benefícios e uma oportunidade de crescer. Como estava dentro da DJ, preferi dizer que depois ligava para ela e diria minha decisão. Confesso que fiquei com receio de largar o certo pelo duvidoso, afinal não era nenhum salário dos sonhos. 

Conversei com um amigo que fiz na empresa, Bruno ( já apareceu aqui outras vezes), e ele disse “meu, você está esperando o que? Liga para ela e diz que você vai aceitar” e foi o que fiz. Deu para sentir que a Ale ficou feliz com minha ligação e eu? Com frio na barriga.

Foi toda aquela correria de exames demissionais, admissionais, documentos e papeladas. E fui eu lá me jogar numa empresa nova, com pessoas, ritmos e objetivos novos. Agora, em janeiro, fazem cinco meses que estou lá. Foi nítida a mudança, deu para ver aqui no blog. Mas posso contar, para quem estiver lendo, os pontos positivos dessa mudança: Reconheceram o meu esforço e ganhei um aumento. Comecei a crescer dentro do ambiente que trabalho. Conheci ícones brasileiros. Participei de momentos memoráveis. E principalmente, me apaixonei novamente pela minha profissão. Claro, não sou repórter, ou editora, mas sou produtora e estaria mentindo se dissesse que não gosto. Aliás, desde a faculdade, era o que eu mais gostava e queria ser.

Tenho meus picos de estresse, mas quando vejo meu esforço estampado em grandes revistas sinto uma onda de satisfação que não há como descrever. Profissionalmente fecho 2012 com um sentimento de agradecimento que não há igual. Agradecimento por tantas coisas boas.

Paralelo a isso (e não menos importante), teve o curso. Vocês viram como foi a maior parte e posso dizer, que delícia! Me apaixonei também! Pelo aprendizado, pelo professor, pelas pessoas, pela maquiagem e pela manifestação do que gosto. Que experiência à parte...Fez do meu 2012 um ano mais aberto, colorido e desestressante.

Para não prolongar mais ainda, deixarei para falar melhor do curso em outro post. Prefiro falar aqui, 
além do profissional, das amizades. Foi um ano bem difícil nesse aspecto. Consegui perceber (de maneira bem dura) como as pessoas nos tiram das vidas delas, ou nos diminuem, sem dó nem piedade. Em outros anos eu choraria. Em 2012? Resolvi deixá-las de lado também, e me prender naqueles que querem correr comigo. Conheci boas pessoas pelo blog, me interessei por suas histórias, vi como era bom, mesmo a distância, conversar com elas. Me aproximei demais de alguns, e eles sabem quem são, e felizmente os últimos meses me reservaram boas surpresas, com novas pessoas e pessoas que já conhecia. Espero que rendam boas amizades em 2013. Ganhei uma grande parceira no trabalho, todos eles lá me agradam, mas essa me cativou em especial... E agora, para 2013 não vou esperar nada de ninguém. Na hora eu vejo o que vai ser das amizades, pois muitos me provaram que não merecem minhas rugas de preocupação. rs.

E no amor? A parceria e a cumplicidade foram se desenvolvendo como o decorrer dos dias. Os sentimentos vão amadurecendo a cada dia e os objetivos vão se formando em nossas mãos...Acho que chegamos num nível de já casados, rs Mas estou feliz assim.

Só tenho a agradecer a Deus por tamanha satisfação ao término de mais um ano. À minha mãe por tanta paciência. Ao meu amor por tanto apoio, por tanta crença em mim, por tanta parceria. Às pessoas como a Natália, o César, a Maris, a Romana, a Vanessa, a Fabi, a Jaqueline, a Leila...Pessoas que fizeram a diferença e transformaram minhas experiências. Às meninas que me conheceram pelo blog e me passaram para as suas vidas pessoais, principalmente a Deia e a Steh...Eu só tenho a agradecer mesmo. E para 2013? A gente vê o que vai ser!

Até lá, com muito amor.

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