sexta-feira, 1 de junho de 2012

DIY - Customizando uma sapatilha :)

Eu não ia colocar essas fotos, pois quando customizei a sapatilha desse look não estava com a câmera em casa, e só registrei com o celular para ver se as fotos ficariam boas. Acho que dá para entender, mas prometo que faço em outro sapato e registro com a câmera, tá?

Foi muito fácil mesmo fazer e tenho certeza que qualquer pessoa consegue fazer. Anote as coisas que você vai precisar:

Sapatilha de tecido
Tintas para tecido
Pincel e/ou esponja
Plástico
Jornal
Purpurina (se quiser efeito metalizado)

A minha sapatilha era assim ó


Dai tirei as florzinhas e a deixei assim


Comecei a pintar com a tinta preta, do calcanhar para a frente e deixei a ponta sem pintar assim. Não dilui a tinta, mas tinta para tecido é diluível em água e funciona do mesmo jeito. Prefiri usar concentrada no caso do sapato, para cobrir bem e ficar bem preto.


Deixei a ponta sem tinta preta para ser fácil de cobrir com a outra tinta que iria usar. Depois de fazer nas duas peguei o plástico e a fita e marquei onde eu queria que fosse o limite da tinta preta (marcados com vemelho na próxima foto), acertei a linha com a primeira cor e preparei a segunda cor. Achei que o azul que eu tinha era aberto demais e resolvi misturar a purpurina azul que eu tinha para ver se dava uma escurecida, pois ela era um azul bic mais escuro. Funcionou, então mudei o lado do plástico para a direção que já estava pintada, prendi com a fita e pintei bastante com a tinta azul e para a minha surpresa ela ficou com esse efeito metálico, então é possível misturar e conseguir diferentes efeitos. Como eu tenho muitas fitas de cetim, resolvi arrematar a linha das tintas com um pedaço de fita.



A sapatilha tinha flores grudadas e onde ficou o restinho de cola a aparência ficou estranha, pois a tinta para tecido não funciona direito em plástico (no caso, silicone), então peguei uns apliques de tachinhas que fiz há um tempo e apliquei com Superbonder. As tachinhas eu comprei no Bom Retiro há mais de um ano, paguei R$1 real no saquinho com mais de 100. Preguei as tachinhas num pedaço de EVA e prendi as pontas num dia de total ociosidade, assim, quando eu decidisse, já teria pedaços prontos para aplicar em roupas e sapatos.

E aí ela ficou assim.


Eu queria mesmo ter registrado com a câmera, pois além de ter gostado muito do resultado foi muito legal de fazer. Vou fuçar meus sapatos para ver qual será o próximo, aguardem!

Gostaram?

Tingindo roupas em casa - Parte II

Tô devendo esse post há mais ou menos uma semana, mas queria fazer uma coisa completinha e com bastante informação, porque a gente sempre encontra as coisas pela metade e meus leitores merecem TUUUDOO ISSSOOO. Tá, parei, rs

Quando a gente pensa em tingimento caseiro, logo associamos que podemos tingir qualquer coisa e isso não é verdade. Esse é um dos fatores que faz o tingimento dar errado, mas também o recipiente, a quantidade de água, tempo, corante e finalização também contam e é do que eu vou falar hoje: o preparo e o processo de tingimento.

Tingir não é só jogar o tecido na panela e deixar lá fervendo enquanto a gente assiste a novela. NÃÃÃO. A brincadeira começa na hora de comprar o corante. Hoje em dia existem diversos tipos de corante, para cada tipo de acabamento e tecido. Porque sim: se você comprar um corante de tecidos naturais e usá-lo em tecidos sintéticos, sinto lhe informar, mas seu tingimento NÃO vai dar certo.



Os corantes comuns, que encontramos em qualquer mercadinho ou papelaria de bairro servem para tingir normalmente algodão, cânhamo, linho, rami, juta, sisal e viscose (a viscose é uma fibra artificial, mas que vem da madeira). E em grandes armarinhos e lojas especializadas em artesanato encontramos corantes que colorem os tecidos sintéticos e funciona sim.

Quando você decidir tingir uma peça vai ter que prestar atenção nisso, mas é jogo rápido. A dica é procurar por aquela etiqueta irritante que tem dentro de todas as peças. É uma lei do ramo do vestuário (se não me engano) que TODAS as peças produzidas no país DEVEM ter uma etiqueta com as especificações do produto, como tipo de tecido, fabricação e cuidados. Normalmente arranco as minhas, rs Mas sei qual tecido é qual (entre sintético e natural, pelo menos, e alguns especificamente).

Se sua roupa já estiver velhinha e não tiver mais etiqueta é fácil, você pode identificar queimando uma parte do tecido. Tire uma pequena parte do cós, barra, ou se não der para cortar, algumas fibras do tecido (fiozinhos) e coloque fogo numa ponta. Se o tecido queimar como queima o papel (que vai consumindo todo ele até destruí-lo por completo) o seu tecido é natural.

sim, é um balde de lixo no quintal, antes que alguém cite.

Se ele “cicatrizar”, como quando queimamos ponta de fita de cetim (sabe?) ele é sintético, esse tipo de tecido não queima naturalmente, pois normalmente é feito à base de polímeros, elementos químicos com os quais são feitos todos os tipos de plástico e tecidos impermeáveis (geralmente) E olha que eu nem precisei ler isso, lembro das aulas de Química. A única coisa também, hahahahahahahahahahahaha

Se você já descobriu (ou já sabia) qual é o tipo de tecido da sua roupa, você pode comprar seu corante e ir...PREPARAR O LABORATÓRIO.

Não, ainda não vai tingir nada, rs Calma! Daqui a pouquinho!
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