domingo, 22 de janeiro de 2012

Sou Plus Size, e dai? Parte III

Está começando a me bater um soninho, então por enquanto farei mais este post sobre looks e depois vamos ver o que a audiência acha, né?


Esse é simples e lindo. A calça cigarrete preta com a barra dobradinha sempre com o efeito de alongar as pernas, a sandália pesada (ela sempre está de salto, raras fotos de sapatilha) para arrematar o look a camisa larguinha presa no cós da calça cria um volume leve na região do quadril, dá para ver que ela tem um formato bonito.

O que acham?

Beijos!

Sou Plus Size, e dai? Parte II

Como me prolonguei no último post resolvi dividir em partes para não ficar muito longo e chato e cansativo e, e, e...rs

Então vou tentar ser mais sucinta neste post, então vamos à foto!


Esse look é um milhão de anos luz mais ousado que o primeiro, mas vejam: tem dicas que podem se adaptar com tudo! Comecemos pelas anleboots, que são escuras como a meia calça, para criar a sensação de que a perna dela é maior e mais fina, percebem? A bota dela ainda tem um volume de franjas para mostrar que não é tudo uma coisa só, mas o fato de não mostrar pele deixa uma sensação uniforme e contínua.

A jaqueta é escura em contraponto da cor do vestido, criando as linhas verticais na frente do corpo, mas a jaqueta segue a marcação do vestido, ponto importante em qualquer look de qualquer corpo: se ela usasse uma jaqueta maior tiraria a leveza e a delicadeza do vestido e ainda aumentaria o tamanho dos quadris.

A cintura foi marcada pela amarração do vestido. Não consigo ver se ela está usando um cinto, mas seria uma boa hora de usar um cintinho fininho, para prender o vestido. Como ele é plissado e soltinho nas pontas, ela pode amarra-lo abaixo dos seios sem ficar com a circunferência maior. O que arrematou o look foi o maxi colar, moda forte na estação, que "fechou" a linha do vestido no pescoço.

E as barrinhas dobradas da jaqueta ficam uma graça e a peça é sempre uma opção de tornar o look mais sério e sóbrio, mas ainda sim com um ar jovial.

O que acham?

Beijos!

Sou Plus Size, e dai? Parte I

Acho que devemos nos acostumar com o padrão: Vivis não posta dois dias, mas quando posta faz tudo de uma vez né? rs

Para falar sobre modelos para meninas mais cheinhas eu precisava antes falar e questionar o padrão de confecção de roupas no país, para chegar em algum lugar né? E eu acho que eu queria chegar no momento em que eu mostro que existe sim possibilidades para quem é Plus Size.

Mas para qualquer possibilidade virar realidade é preciso, em primeiro lugar, se aceitar como tal. Fazendo o meu TCC, que foi sobre moda, entrevistei uma grande amiga, que é aficionada por moda e é plus size, e mesmo tendo toda a entrevista gravada, não me esqueço nunca do momento em que ela diz que hoje está muito mais preocupada em se exercitar para ser saudável, para cuidar do corpo e que a visão de beleza dela mudou muito nos últimos anos. Tinha cabeça de magra num corpo Plus Size.

O que eu aprendi com ela, com toda a experiência, foi que no fundo o importante é olhar no espelho e se sentir bem de verdade. Ver que essa é você e encontrar maneiras de se valorizar. Falando muito novamente né? rs

Dai que eu fui pesquisar algumas coisas sobre consultoria de moda para gordinhas e os sites nacionais que encontrei eram meio bizarros, pelo menos a maioria. Todos tinham mais ou menos as mesmas dicas de imagem pessoal e as fotos também, neutras, básicas, sem forma. Não é por que você não tem um corpo escultural ( e qual é o seu conceito de escultural) que você não tem um corpo bonito e com formas.

E pesquisando eu encontrei o blog da Gabi, que é gringa, logo não entendo muito o que está escrito por que meu inglês é uma merda, mas as fotos falam por si só. Selecionei algumas e vou falar sobre elas, ok?


Dei uma booa fuçada no blog e esse foi um dos looks mais básicos que encontrei. Vamos falar dele?
Primeiro: Pontos infinitos para a coragem dela em usar listras grossas horizontais. Porque? Em qualquer site e programa que você assistir esse vai ser um dos conselhos mais enfáticos que darão: listras horizontais e grossas, JAMAIS. E ela conseguiu usa-las de uma maneira tão casual, que elas nem chamam tanta atenção. E porque? Por que o blazer dela é preto, diminui o volume que as listras causariam. E as duas linhas verticais que ele cria na frente do corpo dela afinal a silhueta (sabiam?!) A calça é boyfriend, para ficar larguinha. Podemos ver que ela está confortável com essa roupa, não acham? Percebam que ela está com uma sapatilha que deixa o peito do pé beeem à mostra e a calça está dobradinha. Sabe porquê ela faz isso? Para que dê a impressão de que a perna dela é mais longa do que realmente é!

"Vivis, na hora de me vestir não vou lembrar de tudo isso" Calma, estamos fazendo um exercício. Do mesmo jeito que fazemos exercícios de raciocínio para aprender uma matéria na escola, ou faculdade, do mesmo jeito que fazemos exercícios para sermos saudáveis, ou para dietas, fazemos exercícios para aprender coisas básicas ao nos vestirmos e a primeira de todas é se olhar no espelho com crítica, mas aberta às possibilidades que vão se criando.

Não precisa copiar o look da Gabi. Não precisa ser igual. Basta ver que alguns detalhes fazem TODA a diferença.

O post ficou longo demais, por isso eu vou dar continuidade em novos posts, tá?

Aguardem!

Um beijoo

A moda é para todos.

Oi gente, sumi né?

Eu juro que eu to tentando me organizar, mas essa vida meio sem horários me faz ser uma velha preguiçosa, ando meio lenta. Cheia de ideias, contudo lenta. Enfim. Vamos ao post.

Esses dias algumas leitoras queridas comentaram sobre moda plus size e eu já tenho vontade de falar sobre o assunto desde o meu primeiro blog relacionado à moda, mas nunca reuni coisas boas o suficiente para falar do assunto e com um motivo primordial: sou esquelética. Não tenho como entender à fundo o que uma pessoa gordinha sente e passa para comprar roupas e combina-las, certo?

Bom, tenho um certo problema sim, porque sou magra demais e algumas roupas ficam horríveis, precisando quase sempre de algum ajuste especial, enfim, não estamos aqui para falar das roupas pequenas e sim das grandes. Isso por qual motivo? Por que roupas em numeração menor tem em todos os estilos, entretanto quando o assunto é plus size, as possibilidades diminuem, estou certa ou errada?

O que eu vejo, pelo menos no Brasil, é um descaso tremendo para os consumidores que não estão dentro do padrão "P, M ou G", sabe? Na numeração de roupas gringa existem até tamanhos intermediários, enquanto nós nos prendemos em três tipos (geralmente) e pior: sendo um dos países com o maior número de tipos por metro quadrado. Sim, somos baixos, altos, magros, gordos, brancos, negros, asiáticos, índios, medianos, whatever, dividindo poucas opções de tamanho e poucas opções de roupas em si, discussão que ficará para outro post.

Para quem ficou tanto tempo sem postar, estou escrevendo um big texto né? Calma, vou chegar lá.

Em algumas vezes conversando com amigas que tem esse tipo de dificuldade o que vejo principalmente é a falta de opções, a falta de modelos mais estilizados e mais dentro da moda. Normalmente a roupa para um plus size é de uma modelagem mais básica, sem forma nem estilo.

Isso me incomoda por um motivo em especial: Ser plus size, cheinho, gordo (como preferirem se chamar e se aceitarem, é claro) não quer dizer ser básico, ser "sem sal", quer dizer: sou assim, essa é minha característica, por isso preciso aceitar que hoje sou assim e viver com isso. Pronto. Mas na prática não é, a partir do momento que você entra numa loja de departamento e o tal número G cabe num M.

E acho que é por esse motivo que muitas pessoas, principalmente mulheres plus size, encontram dificuldade na hora de criar um look, não pela falta de opções que vemos nos sites, blogs e programas sobre moda, mas pela dificuldade em encontrar uma peça similar que sirva em cada uma delas.

Mesmo encontrando alguma opção de roupa, normalmente ela é cara, e normalmente é difícil de uma hora para outra começar a criar looks mais ousados e combinar com o que você já tem no guarda-roupas. Enfim, falei demais.

Eu, Vivian, acredito que a moda, antes de mais nada, é para todos e todas. Então não me venham com padrões internacionais, por que essa balela de passarela é para estilistasinho se afirmar como artista. Na hora do "vamo vê" quem deve imperar é a característica e a vontade do consumidor. Não das marcas, que vendem um ideal de vida magro e padronizado. Por isso que dou uma estrelinha de boa garota para a Levi's que criou um mesmo jeans com três versões. Cada versão se adapta a um tipo de corpo, e dentro da versão existem os tamanhos. É uma preocupação admirável em olhar para seu público e ver que existem mulheres mignon, mulheres de quadril largo, mulheres com as coxas mais grossas que a cintura, e assim por diante.

O maior problema é que o jeans perfeito é caro demais e só é um.

Quando será que a indústria têxtil brasileira vai parar para pensar assim também e produzir, como em todas as outras modas, roupas que sejam igual a sociedade brasileira: DIVERSA.



Falei demais, rs

O que vocês acham?

Beijos
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