quinta-feira, 23 de maio de 2013

Glossário de moda: Givenchy Parte II

Até 1973, Givenchy criava roupas femininas e foi nesse ano que ele criou a Gentleman Givenchy. E foi em 1981 que a marca foi vendida para a Louis Vuitton Moët Henessy (LVMH), grupo detentor das maiores marcas de luxo do mundo (o maior grupo, diga-se de passagem).

No ano de 1993, Audrey faleceu de câncer e isso foi o fim para James. Muitos diziam que ele nutria uma paixão platônica pela amiga de tantos anos (mais de 40), e o fato de sua musa inspiradora ter falecido, lhe custou o fim da criação de peças para a Givenchy. Dois anos mais tarde apresentou sua última coleção e anunciou que estava deixando a direção criativa da marca nas mãos de outra pessoa, pois sem Audrey para vestir seus modelos, seus desenhos não faziam sentido.


Após isso, alguns estilistas passaram pela Maison (como o falecido Alexander McQueen), porém somente com a chegada de Riccardo Tisci que a marca retomou o estilo que marcou décadas: elegante, minimalista e espontâneo.

A marca tem forte atuação no ramo de maquiagem, perfumaria e tratamentos cosméticos. Encontrei duas listas bacanas e resolvi reproduzir aqui no blog! (Tirei do site “Mundo das Marcas”).

LINHA DO TEMPO
1970
● Lançamento do perfume feminino GIVENCHY III.
1975
● Lançamento do perfume masculino GIVENCHY GENTLEMAN.
1980
● Lançamento do perfume feminino EAU de GIVENCHY.
1984
● Lançamento do perfume feminino YASATIS, tendo como garota-propaganda a modelo Carla Bruni, atual primeira dama francesa.
● Lançamento de duas linhas esportivas: Givenchy Knitwear e Givenchy Life.
1986
● Lançamento do perfume masculino XERYUS.
1989
● Lançamento da GIVENCHY BEAUTÉ, uma linha de cosméticos e maquiagens; e da SWISSCARE for GIVENCHY, uma linha de produtos para a pele.
1990
● Inauguração da primeira boutique masculina da grife em Paris.
1991
● Lançamento do famoso perfume feminino AMARIGE.
1996
● Lançamento do perfume feminino ORGANZA.
1998
● Lançamento do perfume masculino PI by GIVENCHY.
2002
● Lançamento do perfume masculino GIVENCHY POUR HOMME.
2003
● Lançamento do perfume VERY IRRÉSISTIBLE GIVENCHY, tendo em sua campanha o rosto da atriz Liv Taylor. A versão masculina do perfume seria lançada dois anos depois.
2004
● Lançamento da GIVENCHY Le Makeup, uma linha de maquiagem extremamente chique e moderna com cores inovadoras e novas fórmulas, que permitiam total controle sobre os efeitos na pele.
2005
● Lançamento do perfume feminino MY GIVENCHY.
2006
● Lançamento do perfume feminino ANGE ou DÉMON, personificado pela bela Marie Steiss, filha do ex-primeiro ministro francês Dominique de Villepin.
● Lançamento do perfume feminino ABSOLUTELY GIVENCHY.
2007
● Inauguração do primeiro “Snow Spa” no Hotel Cheval Blanc, em Courchevel, na França, no mês de março. O Spa Cheval Blanc foi criado e projetado por Claude Renaudin e Patrick Ribes. A GIVENCHY é pioneira no mercado, com 15 anos de experiência em spas de luxo, e possui atualmente 6 unidades localizadas nas Ilhas Maurítius (Saint Geran Hotel & Givenchy Spa), São Paulo (Renaissance Spa & Givenchy), Dubai (One & Only Royal Mirage), Cannes (Hotel Martinez & Givenchy Spa), Montreal (Les Trois Tilleuls & Spa Givenchy) no Canadá e Montreux (Mirador Kempinski) na Suíça.
2008
● Lançamento do perfume masculino π NEO, uma releitura do PI, lançado há 10 anos. A embalagem futurista foi criada pelo designer Serge Mansur, que se inspirou na forma de uma pirâmide – o frasco não é exatamente triangular – e sim um quadrado com um corte no meio com um metal prateado nas bordas. O líquido da fragrância tem um tom azul acinzentado e é leve e fresco, além de fixar muito bem na pele.
● Lançamento do perfume masculino PLAY.
● Lançamento do GIVENCHY Le Soin Noir, um novo creme para rejuvenescimento que leva em sua formulação um ingrediente exótico: seiva de alga negra. O produto protege o DNA das células contra a radiação, além de refazer a conexão entre elas, combatendo os sinais de envelhecimento.
2010
● Lançamento do perfume feminino EauDemoiselle, uma nova fragrância dedicada às jovens mulheres, que procurar um perfume sensual e com personalidade.
OBS: Após 2010 já foram lançados muitos outros perfumes, tratamentos e maquiagens incríveis, qualquer dia falo sobre eles!


OS ÍCONES
Givenchy é considerado um dos nomes mais importantes e influentes que a moda já conheceu, deixando um legado de sofisticação e inovação como:
● A blusa Bettina (inspirada em sua principal modelo, Bettina Graziani), camisa branca com babados nas mangas, e peças coordenáveis.
● O pretinho básico de corte reto, usado por Audrey Hepburn em Bonequinha de luxo.
● O vestido “chemisier” em forma de saco, largo na parte superior e justo na bainha, lançado em 1955.
● Vestidos tipo envelope, transpassados, em 1966.
● O famoso logotipo da grife, chamado de 4G (pois é composto por quatro letras G) foi criado em 1970


  • Liv Tyler foi garota propaganda do perfume Very Irresistible Givenchy (e todas as suas versões até então) por muitos anos e também foi a "cara" de muitos looks especiais da linha de maquiagem. Agora quem está em seu lugar é a Amanda Seyfried, a Cosette de Les Miserables :).


E o James? Continua vivo, morando em Paris, cultivando seu gosto pelo paisagismo, montando lindos jardins. Um velhinho simpático!
“Sucesso não é prestígio. O sucesso é passageiro, o prestígio é outro assunto. Ele persiste depois da gente. É preciso trabalhar para não ter trabalhado em vão”.
James de Givenchy

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dicas: Bar Pirajá

Eu tenho que confessar. Adoro um boteco. Adoro a comida, o clima, as bebidas. Porém, quando o boteco tem um "quê" de especial, ai eu apaixono. Foi isso que aconteceu quando visitei o Pirajá. Ele fica ali em Pinheiros, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 64 (é beeem em Pinheiros ainda, perto da Avenida Pedroso de Morais), e é todo inspirado no clima do Rio de Janeiro (tanto que algumas pessoas o conhecem por "Carioca").

O estilo é imponente e oitentista, um visual bairrista de boteco que a gente visita todos os finais de semana. O que me despertou a atenção sem sombra de dúvidas foram os quadrinhos espalhados pela parede, cada um com uma fotografia ou gravura diferentes, umas bem antigas. Outras, páginas de revistas. O bar é premiado como um dos melhores de São Paulo, então não é só uma indicação minha, rsrs


Quando chegamos, era mais ou menos 19:30 e estava lotado, muita gente sai do escritório e vai para lá, mas eles foram muito atenciosos conosco. Atendimento para mim faz toda a diferença no role. Se você me colocar para esperar, mas me atender bem, eu espero por horas. Enfim. Sentamos no balcão e começamos a beber e comer ali mesmo, afinal se estamos na chuva é para nos molharmos, não acham? Bom, outra confissão. Adoro chopp/cerveja. Não sou muito beberrona, mas me ofereça uma bebida e eu vou aceitar, rsrsrs

Sei que foi o melhor chopp que já tomei, sem sombra de dúvidas. Já tomei alguns bons chopps, mas o deles é saboroso. E a coxinha? Impressionante também. Acho que se você for no Pirajá, você deve comer a coxinha e passar mal comigo, de tanto amor. Como sentamos e nos deixamos levar, logo chegou a nossa vez de ir para uma mesa mais aconchegante. Mudou de garçom, porém continuou com muita qualidade.

Depois comemos um dos files que eles servem (é uma carne deliciosa, que se você quiser vem picadinha, com uma porção de fritas).




Como fomos numa terça, véspera de feriado, não ficamos muito, afinal teríamos que voltar de ônibus, mas ainda sim, deu para aproveitar bastante. Há poucos dias nos encontramos na estação de trem de Pinheiros (o Th trabalha lá perto) e estávamos indo para o ponto de ônibus para ir embora, entretanto pensamos: "Ah, hoje é sexta, vamos lá no Pirajá" e fomos, estava do lado.

Como já tínhamos provado um prato, resolvemos pedir coisas diferentes. Tomamos capirinhas (a minha foi de Kiwi e a dele foi uma especial da casa) e elas são muito grandes e gostosas, pedi de saquê e estava ótima e docinha. Para comer pedimos uma porção de filé, mas ela vinha com batatas por cima e um molho inexplicável. Sei lá do que era aquele molho, só sei que era D I V I N O. Juro. Comemos até não aguentar mais (serve umas três, quatro pessoas com gostinho de quero mais) e ainda tomamos uns chopps para não perder o hábito.

Porém novamente, iríamos embora de ônibus (nunca saímos para beber de carro, tem que ter cuidado né gente), então quando eram umas 21:30 fomos embora. Levando em consideração que chegamos umas 19:30, ficamos um bom tempinho, mas eu estava caindo de sono, e o Th também, então o horário estava ok.


Eu gosto de ir em lugares assim, pois mesmo com alguns valores elevados (as capirinhas giram em torno de R$17 e as porções em torno de R$40, já os chopps são R$5 reais) eu curto bastante, o clima é agradável, o atendimento é ótimo e nada deixa a desejar, tudo vale o que custa. É frequentado basicamente por quem trabalha ali na região, mas é possível ver que não há distinção entre as pessoas, afinal tinha famílias com crianças pequenas lá. Ou seja, super de boa mesmo. E tem mesinhas na parte de fora, para quem fuma. E para quem não liga para fumaça, é claro!

Eu vou voltar lá logo e se vocês forem, me chamem! Se gostarem de posts assim, posso indicar outros lugares! 

Pitada de Beleza: Sombra Panvel

Comprei essa sombrinha junto com os itens que já comecei a mostrar aqui no blog, lá no site da Panvel, ela foi super baratinha, algo em torno de R$5,00 reais. Escolhi essa cor mais clarinha, pois achei bonitinha e estava curiosa para saber se ela se tornaria a minha nova favorita sombra para iluminar.
 



Se não me engano o nome dela é Marshmallow e ela é um tom de creme, puxado para o cinza. Ela é bem esfarelenta, achei um pouco difícil para trabalhar, entretanto nos olhos fica bem bonita, vejam.


Não é uma sombra para se usar sozinha, claro, porém é bem legal ara maquiagens diurnas, não acham?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Glossário de Moda: Givenchy Parte I

Há quase um ano, quando ainda trabalhava na editora, eu tinha tempo de sobra para redigir longos e demorados posts sobre história da moda. Confesso que sinto falta, pois sempre fui apaixonada por história em geral e principalmente por história da moda e não conseguir me organizar para fazer esses posts foi me deixando bem desanimada.

Claro que nesse meio eu tive oportunidades para escrever e tudo mais, porém acredito que não era a hora, afinal nunca mais havia sentado de fato para fazer pesquisa e preparar nada para os glossários e tags de inspiração. Até que de algumas semanas para cá eu pensei bem e achei que devia de retomar esse lado meu, nerd.

Lembro de ter organizado uma planilha com muitos temas e assuntos que eu gostaria de abordar no Pitada de Estilo, mas isso tudo se perdeu quando entrei na agência. Muita coisa se perdeu, para que outras se encontrassem (e ainda estão se encontrando).
Para marcar meu retorno para os posts nerdões, eu vou contar a história de uma das marcas mais luxuosas do mundo. A Givenchy.

Muitas das grandes grifes de luxo do mundo hoje, começaram no quintal dos fundos, ou para completar a renda de famílias pobres, mas no caso de Givenchy, a figura foi um pouco diferente. Hubert-James Marcel-Taffin Givenchy se interessou pela moda ainda criança, após visitar uma exposição com os mais famosos estilistas franceses, aos 10 anos. Quando completou 17 anos foi para a Escola de Belas Artes contrariando as vontades da família, que queria que ele se tornasse advogado.


De família aristocrata, tinha a elegância em seu sangue e passou a criar um estilo equilibrado, requintado, sofisticado e extremamente perfeccionista. Não demorou muito para que fosse notado por outros estilistas, tendo atuado como assistente de Jacques Fath, Robert Piguet, Lucien Lelong, ao lado de Pierre Balmain e Christian Dior, e braço direito de Elsa Schiaparelli.

Foi em 1952 que abriu sua primeira maison no número 8 da rua Alfred de Vigny, na Monceau Plain, em Paris. Todos ficaram admirados com tamanho talento e o reconhecimento foi imediato. Foi nesse mesmo ano que Givenchy apresentou sua primeira coleção de alta- costura, marcada pela blusa “Bettina”, nome de sua principal modelo e relações públicas da marca.

Porém foi em 1953 que o estilista conheceu sua grande musa inspiradora, Audrey Hepburn. Givenchy esperava uma modelo para se tornar garota propaganda da marca e a pessoa que havia sido indicada não pode comparecer, então Audrey foi em seu lugar. O que resultou desse encontro foi uma longa amizade entre os dois, além dos holofotes da moda e do cinema.



Também em 53 que Givenchy encontrou Cristóbal Balenciaga e revelou que ele foi seu grande mestre, influenciando muitas coleções com o estilo minimalista das roupas.

O que mais gosto em Givenchy é a mistura do elegante e requintado com o espontâneo o real. Foi isso que me conquistou no trabalho do estilista. Continuando, em 1957 ele resolveu criar um cheiro para o estilo Givenchy e foi assim que surgiu a primeira criação da marca, Le De, porém o primeiro perfume LANÇADO da marca foi o L’Interdit.

Acontece que James queria batizar o perfume com o nome de Audrey, entretanto ela não queria assinar nada com seu nome, afirmou que usava as roupas do amigo, porém não aceitava associar seu nome à marca dessa maneira, por conta disso ele batizou o perfume de “O Interditado”, para brincar com o fato dela ter vetado a ideia inicial.


Após a criação desses perfumes muitos outros foram criados e o mais divertido é a história de cada um, afinal cada um é para uma situação e pessoa diferentes.

Continua.
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